domingo, 14 de setembro de 2008

elas nunca existirão


O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.
São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.
Fernando Pessoa, 5-9-1933
sonho o melhor para todos os que me cativam e me cultivam.
mas às vezes os tombos demoram a cicatrizar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Behaviorista


Todos esses meses ausente.
Uma profusão de idéias em desalinho e muito trabalho, muito trabalho.
Um esforço por menor e menos despretensioso que seja sempre é um esforço.
Estímulo-resposta.behaviorista.
Algo do mar paraense de madrugada ficou em mim.
Nessa atmosfera abafada me impregnando de novo, porém com diferencial, ou sem ele.eles.
Volto para relatar que não angariei espécimes peculiares durante minha ausência .
A verdade é que sempre as enfeito com meus excessos e são tantos os sabores e as cores que meus olhos veêm que me é impossível crer na existência de tal criatura além das fronteiras do meu próprio deslumbramento lírico.Dialético e Lírico por natureza.
Minha atual conjutura poética não é nada animadora.Descubro-me a cada dia dessas últimas semanas assim,
sem embriaguez, sem devaneios, sem batuque e verdadeiramente sentada dessa vez. eu e ela.
Não há nada palpitando além de um coração mecânico aqui pulsando pela simples razão do nosso não ser. infundada palpitação.
Se senti tua falta por frações deliciosas e descartáveis de instantes já não sinto mais.Só quando toca aquela dupla.Por enquanto.
A crítica behaviorista tem fundamento, porém há coisas culturalmente adquiridas.
Se teme se descontentar com a resposta ao seu esforço.Não se esforce.absolutamente.
Não sei quando volto, talvez quando não estiver tão cansada.Exausta.
Preciso ser decodificada.
Sair da garrafa em um dia de sol naquela ilha.


9/9-08 às 3:41 a.m.